As revistas emagreceram


Já foi o tempo em que eu amava comprar revistas todo mês, que elas eram bem mais gordinhas (tinham mais páginas) e que eu acompanhava alguma. Lembro que comecei a gostar de revistas com a minha melhor amiga, Ana Luiza, que assinava algumas. Comecei pela Witch, não sei se recordam ou já viram (imagem), mas eu lia as revistas bem antes de sair o desenho na TV. Pegava várias emprestadas com a Ana, ficava fazendo os testes para ver se eu era uma garota mais letra A = pé no chão, mais letra B = romântica ou mais letra C = sentimental.

Foto que tirei de uma edição minha da GLOSS

Passei vários anos sem ler revistas até que criei o blog e voltei lê-las. Mas, nossa, elas estavam tão fininhas e caras! Comprei uma GLOSS e então comprava todo mês. Uma revista que falava sobre Tumblr, música indie, arte, decoração e moda? Ahh e também falava sobre sexo, mas não o sexo disfarçado como nas revistas pré-adolescentes — sim, pré-adolescentes porque só falam de música e cantores que estão em alta para o pessoal dessa idade, entre outras coisas. Não julgando, okay? — mas também não esparrado como em revista pornô hehe A GLOSS falava de uma moda mais jovem e adulta e era uma revista mais grossinha do que muitas por aí, sem falar no preço que era ótimo. Quando ela acabou fiquei muito triste e não consegui mais me apegar a nenhuma revista. Mas porque, será? O caso é que hoje em dia as revistas, pelo menos as brasileiras não sei a dos outros países, estão sempre falando sobre as mesmas coisas. Vejo o mesmo assunto em várias revistas, às vezes na outra edição tá aquele assunto DE NOVO. Não faz com que o público tenha vontade de ler, na verdade até desanima.


Tenho noção do quão difícil deve ser manter uma revista, mas, como minha amiga Bárbara Monteiro (entrevistei ela aqui ó) falou: é como um blog. Tudo bem que às vezes acaba que vários blogs falam sobre o mesmo assunto, alguns porque querem, mas isso tem como ser evitado. Eu por exemplo tento evitar,  né?! Gostamos de saber notícias de nossos ídolos mas não só isso. Cadê matérias interessantes sem ser "fulano foi pego com cicrano?" cadê dicas de bandas como a GLOSS tinha? Adoramos moda mas ler a mesma coisa toda hora cansa. Por mais que algumas de nós, leitoras, não tenhamos nossa casa agora, nós gostamos de dicas de decoração, principalmente para quartos que é o que temos! Há tantas coisas a se falar, tantas pessoas inteligentes, pessoas que tem o que ensinar, a quem entrevistar além de só bater papo com gente famosa. Famosa já ta famoso, mas e o cara que batalha, que faz trabalhos ótimos e não tem o reconhecimento que merece?

As coisas superficiais, a ostentação, chamam mais atenção porque é como as pessoas gostariam de ser, é o que queriam ter. Só que nem todo mundo pode ter um macacão de R$ 350,00 caraaa hehe Vivemos falando que queremos um mundo onde o padrão de beleza não pesasse tanto. Poderíamos começar mudando isso pelo conteúdo das revistas.

Beijos da Babis (:


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